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domingo, 14 de junho de 2009

donde vim







Donde vim, segundo me recordo, grilos intemináveis abriam a noite e estrelas, as mais puras, piscavam no ceu.
A voz dos homens era pianíssima e brancos os rostos da passagem.
Rios tantos cortavam a terra vermelha e corriam cantando para o mar, em suas ondas as espumas eram essencias e cada gota d'agua uma lição.
A humanidade caminhava sem ruidos por estradas infinitas e a lua era mais linda que estorias e mitos.
Donde vim, pescadores, ainda, ensinavam às rochas e homens.
A solidão não existia, cada alma comungava com o universo em sólida união.
Vagamente me recordo do mu mundo. Só sei que era tudo e destruiu-se.
Já em mim nem se encontram vestígios donde vim.


(poema de Edir Guerra Malagoni)

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